http://www.championsway.com/academy/how-do-martial-arts-classes-help-children-with-autism/
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Poema Enjoadinho
(Vinicius de Moraes)
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
A recente campanha #meuamigosecreto, traz a público o que não é dito. Daí sua enorme importância. Segue abaixo uma pequena compilação de amigos que ninguém, em seu perfeito juízo, quer ter...
#meuamigosecreto acha q existe um "corpo pro verão"
#meuamigosecreto disse q as atitudes dele não iriam se repetir, mas por medo
do coordenador e n por respeito a mim e às outras.
#meuamigosecreto disse que "pode até não parecer, mas mulher merece
respeito"
#meuamigosecreto sempre diz pra namorada que ela tem um corpo que é feio e que
ela tem sorte de ter ele do lado dela, porque afinal, quem vai querer uma
menina gorda?
#meuamigosecreto disse: "com essas roupas curtinhas você está pedindo pra
ser estuprada!"
#meuamigosecreto só se importa com o prazer dele. tanto faz se ela gozar ou
não.
#meuamigosecreto afirma que mulheres tatuadas são mais escoladas e, portanto,
mais susceptíveis a receberem cantadas.
#MeuAmigoSecreto é músico, "cool", caminha com a nata da música
brasileira, mas pra ele mulher "dele" tem que deixar o jantar pronto
pra quando ele chegar em casa. Amigo, cozinha não é só bateria e baixo, aprende
a usar uma panela que é melhor.
#MeuAmigoSecreto "não é machista", mas... os projetos de vida dele
são mais importantes que os dela. Ela pode deixar a vida de lado pra cuidar
dele. Exceto no discurso, claro.
#meuamigosecreto achou que era com ele. não era, mas agora é.
#meuamigosecreto acha uma gracinha passar a mão nas meninas, mas avisa aos
amigos que se tiver filha mulher vai viver trancada em casa, sob sua vigilância.
#meuamigosecreto ainda não entendeu que lugar de mulher é onde ela quiser
estar e ponto final.
#meuamigosecreto acredita que existe garota para "transar" e garota
para "casar".
(Frases da linha do tempo do facebook de Isabela, Beatriz, Livinha, Marina, Clara e Adriane)
Fica o convite para juntar-se a campanha.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
“Primeiro de tudo”, ele
disse, “Se você consegue aprender um simples truque, Scout, vai se dar melhor
com todos os tipos de pessoas. Você nunca entende uma pessoa de verdade até o
momento que considera as coisas do seu ponto de vista, até você subir em sua
pele e andar nela”. Atticus Finch, O Sol é para todos (Harper Lee)
16 de Novembro de 2013, por seventhvoice
“ Um estudo inovador sugere que as pessoas com perturbações do espetro do autismo, tais como Asperger, não têm falta de empatia – pelo contrário, sentem as emoções dos outros com demasiada intensidade para conseguirem lidar com elas.”
“As pessoas com o Síndrome de Asperger, uma forma de autismo de alto funcionamento, são muitas vezes estereotipadas como sendo “totós” distantes que se isolam ou robóticos. Mas, e se o que parece frieza ao mundo exterior for uma resposta devido a estar assoberbado por emoções – um excesso de empatia e não falta dela?
Esta ideia faz sentido a muita gente que sofre de perturbações do espetro do autismo e às suas famílias. Também está alinhada com a teoria do “mundo intenso”, uma nova forma de pensar sobre a natureza do autismo.
Segundo Henry e Kamila Markram, do Swiss Federal Institute of Technology, em Lausanne, a teoria sugere que o problema fundamental nas perturbações do espetro do autismo não é uma deficiência social mas, pelo contrário, uma hipersensibilidade à experiencia, o que inclui um medo avassalador da resposta.
“Eu posso entrar numa sala e sentir o que toda a gente está a sentir”, diz Kamila Markram. “O problema é que me chega tudo mais depressa do que eu posso processar. Há aqueles que dizem que as pessoas autistas não sentem o suficiente. Nós dizemos exatamente o contrário: elas sentem em demasia.”
Praticamente toda a gente com perturbações do espetro do autismo (PEA) relatam diversos tipos de excesso de sensibilidade ou medo intenso. Os Markrams argumentam que as dificuldades sociais de quem tem perturbações do espetro do autismo têm origem na tentativa de lidar com um mundo onde alguém levantou o volume acima do 10 nos cinco sentidos (físicos) e em todos os sentimentos.
Se ao ouvir as vozes dos seus pais, quando estava sentado no berço, lhe parecesse estar a ouvir a Metal Machine Music do Lou Reed sob o efeito de ácido, provavelmente também iria preferir enrolar-se num canto e balançar-se.
Mas, é claro, este tipo de recolhimento e de comportamento auto-calmante – movimentos repetitivos; repetição de palavras ou actos; evitar o contacto ocular – interfere com o desenvolvimento social. Sem a experiencia que as outras crianças têm através das interações sociais normais, as crianças no espetro nunca chegam a aprender a compreender os sinais subtis.
Phil Schwarz, vice-presidente da Associação de Asperger’s, da Nova Inglaterra, acrescenta, “Eu acho que a maioria das pessoas com PEA sente-se emocionalmente empática e preocupa-se profundamente com o bem-estar dos outros.”
Portanto, porque é que tantas pessoas vêem falta de empatia com uma característica que define a perturbação do espetro do autismo?
O problema começa na complexidade da própria empatia. Um aspeto é simplesmente a capacidade de ver o mundo a partir da perspetiva do outro. Outra é mais emocional – a capacidade de imaginar o que o outro está a sentir e, como resultado, preocupar-se com a sua dor.
As crianças autistas tendem a desenvolver a primeira parte da empatia – que é chamada de “teoria da mente” – mais tarde que as outras crianças. Isto foi demonstrado num ensaio clássico. É pedido às crianças que observem dois fantoches, a Sally e a Anne. A Sally pega num berlinde e coloca-o num cesto, depois sai de cena. Enquanto está fora de cena, a Anne pega no berlinde e põe-no numa caixa. Pergunta-se então às crianças: onde é que a Sally vai procurar pelo berlinde dela quando voltar?
A maioria das crianças com 4 anos de idade sabe que a Sally não viu a Anne a mudar o berlinde de sítio e, por isso, acertam. Aos 10 ou 11 anos, as crianças com problemas no desenvolvimento que tenham QI verbal equivalente ao de uma criança de 3 anos, também acertam. Mas 80% das crianças autistas, com idades entre os 10 e os 11, adivinham que a Sally procurará na caixa, porque sabem onde está o berlinde e não se apercebem de que as outras pessoas não partilham do seu conhecimento.
É claro que se você não se aperceber de que os outros vêm e sentem coisas diferentes, provavelmente preocupar-se-á menos com eles.
É preciso muito mais tempo a uma criança autista do que a uma sem autismo, para se aperceber de que os outros têm experiencias e perspetivas diferentes – e o tempo que leva este desenvolvimento varia muito. Mas isso não significa que, uma vez que uma pessoa com perturbações do espetro do autismo se aperceba da experiencia do outro, não se preocupe ou não queira estabelecer relação.
Schwarz, da Associação de Asperger’s da Nova Inglaterra, diz que todos os adultos autistas que conhece, com mais de 18 anos, têm um melhor sentido do que os outros sabem do que o teste Sally/Anne sugere.
Quando se trata de não compreender o estado interno de mentes muito diferentes das nossas, a maioria das pessoas também não consegue lá chegar, diz Schwarz. “Mas a maioria não autista tem livre-trânsito porque, se assumir que a mente do outro funciona como a sua própria, tem muito maior probabilidade de estar certo”.
Portanto, quando, por exemplo, uma criança com Asperger’s fala incessantemente sobre os seus interesses intensos, não esta a dominar deliberadamente a conversa mas, simplesmente, não considera a possibilidade de poder haver uma diferença entre os seus interesses e os dos seus pares.
Em temos do aspeto da preocupação inerente à empatia apareceu, num website para pessoas com perturbações do espetro do autismo chamada WrongPlanet.net, uma discussão acesa que, aparentemente, suporta a teoria dos Markrams e que foi iniciada quando uma mãe escreveu a perguntar se a sua filha, que é empática mas socialmente imatura, poderia eventualmente ter Asperger’s.
“Se tenho alguma coisa, é uma luta por ter empatia em demasia,” diz um. “Se alguém está aborrecido, eu fico aborrecido. Há momentos na escola em que outros se portam mal e, se o professor ralha com eles, eu sinto-me como se me tivessem ralhado a mim.”
Outro diz, “Não faço ideia de quando ler dicas subtis, mas sou muito empático. Eu posso entrar numa sala e sentir o que todos estão a sentir e acho que isto é bastante comum no Síndroma de Asperger/autismo. O problema é que apanho com tudo mais depressa do que consigo processar.”
Estudos têm descoberto que, quando estão assoberbadas por sentimentos de empatia, as pessoas tendem a afastar-se. Quando a dor de alguém afeta outro profundamente pode ser mais difícil a este ajudar do que afastar-se.
Para as pessoas com perturbações do espetro do autismo, estes sentimentos empáticos podem ser tão intensos que se recolhem de uma forma que aparenta frieza e falta de cuidado.
“Estas crianças, na verdade, não são não-emotivas. Elas querem interagir – só que lhes é difícil”, diz Markram. “É muito triste, porque são pessoas muito capazes. Mas o mundo é intenso demais para elas e, por isso, têm de se recolher.”
Artigo escrito por Maia Szalavitz
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Saindo do treino de judo...véspera de uma competição para o colega 1...
Colega 1: Amanhã Deus vai me ajudar e eu vou conseguir...
Filho mais velho: Hum hum....Deus não tem nada com isso.
Colega 1: Como assim ?
Filho mais velho: Você treinou ?
Colega 1: Treinei.
Filho mais velho: Então...
Colega 1: Mas Deus vai me ajudar... espere aí, você não acredita em Deus ? (com um ar meio surpreso, assustado, reprovador)
Filho mais velho: Não.
Colega 1: Não ?!!!! (o ar surpreso, assustado e reprovador assumiu proporções muito maiores) E você acredita em quê ?
Filho mais velho: Darwin, Galileu, Newton...
Colega 1: Então como é que surgiu o mundo ? (Quase invocou a Bíblia, mas foi interrompido a tempo)
Filho mais velho: Bem, de acordo com Einstein....(e avançou calma e pacientemente para uma explicação científica das equações, teoremas e princípios da física, prontamente interrompido pelo Colega 1)
Colega 1: Como pode ? Como é que você não acredita em Deus ? (repetiu a mesma pergunta umas quantas vezes até que a mãe do Filho mais velho aproximou-se e informou que em sua casa, a orientação era: cada um é livre para acreditar ou não no que quiser, respeitando sempre a vontade do próximo)
A conversa cessou. Filho mais velho, imediatamente iniciou um comentário sobre o novo filme do 007, caminhando calmamente para o carro. Colega 1 ainda parecia incomodado.
Filho mais velho não se alterou nem por um segundo. Defendeu suas ideias com empenho, mas sem tentar, nem por um instante, diminuir a crença do próximo. Como deve ser...
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Trailer: Trono Manchado de Sangue, de Akira Kurosawa
Na minha opinião, uma das melhores adaptações de Shakespeare para o cinema. Toshiro Mifune e Isuzu Yamada proporcionam interpretações magistrais. É a peça Escocesa em seu melhor...
Enquanto o sono não chega, vai contando como foi o dia.
Mãe, ví uma rã.
Tive uma briga de amizade com H. mas depois dei-lhe um abraço.
Não quero vender bolos com G. ele tira macacos do nariz.
A. pode dormir cá em casa no fim-de-semana ?
Não fui eu quem estragou o motor de busca do computador. Os modos do Minecraft não tem vírus.
Vou levar uma flor para D.
Posso lhe dar um abraço ?
Posso ligar a televisão ?
Vou a casa de banho e já volto.
Mãe, conta-me lá, como foi o teu dia ?
Mãe, estás acordada ?
- Estou.
"Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.Sofá sem mancha?Tapete sem fio puxado?Mesa sem marca de copo?Tá na cara que é casa sem festa.E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.A que está sempre pronta pros amigos, filhos…Netos, pros vizinhos…E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.Arrume a sua casa todos os dias…Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…E reconhecer nela o seu lugar."Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Pensando em começos e fins...
Começo de Ana Karênina (Tolstoi)
Todas as famílias felizes se parecem, cada
família infeliz é infeliz à sua maneira. Tudo era confusão na casa dos
Oblónski. A esposa ficara sabendo que o marido mantinha um caso com a
ex-governanta francesa e lhe comunicara que não podia viver com ele sob o mesmo
teto. Essa situação já durava três dias e era um tormento para os cônjuges,
para todos os familiares e para os criados. Todos, familiares e criados,
achavam que não fazia sentido morarem os dois juntos e que pessoas reunidas por
acaso em qualquer hospedaria estariam mais ligadas entre si do que eles.
Fim de O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)
|
Timoneiro Paulinho da viola
A genialidade discreta, simples, vendo assim, parece até que é fácil....Paulinho da Viola, um dos maiores da música. De sempre.
Era uma vez um menino. E era um menino desastrado. E que não sabia amarrar os atacadores. Um dia, sem querer (essas coisas acontecem muito aos meninos desastrados) estando diante de trabalhos muito lindos dos colegas, distraiu-se (também acontece sempre). Diante dos trabalhos molhados (fruto da tal distracção) imediatamente pôs-se aflito, mas nem por um segundo hesitou, chamou a Professora e contou o ocorrido. A Professora, envolta em outras preocupações e tarefas, disse-lhe que não fizesse caso, foi só um acidente. Mas, quando os colegas descobriram o trabalho assim desfeito, meio molhado, de imediato zangaram. Perguntavam-se quem poderia ter feito tamanho estrago e convocaram, com o Director de Turma, uma assembleia. Bradavam, discutiam entre si, e o menino desastrado permanecia silencioso, em um canto. O Director pediu que o autor do acontecido, se apresentasse. O menino, que não conseguia evitar a sinceridade, chamou o Director e contou o acontecido. O Director perguntou-lhe: Então ? Não chamaste um adulto ? Não avisaste a ninguém ? Naquele segundo, o menino pensou: Não posso dizer que contei a Professora e ela estava tão atarefada e ocupada que não fez caso, pois se assim o fizer, o Director vai brigar com ela. E não disse nada. Ficou em silêncio. Ouviu a repreensão, prometeu ser mais cuidadoso. Em casa, a mãe do menino desastrado levou um tempinho para entender (talvez porque seja mais desastrada que o filho - o fruto não cai longe da árvore) e matutando sozinha, pensou: Como é bom ter um menino desastrado...
Dica de meu amigo Sandro Lobo, vale a pena ler:
http://jornalggn.com.br/noticia/agressividade-da-direita-e-um-fenomeno-global-por-boaventura-sousa-santos#.VjodzVJWOoc.facebook
http://jornalggn.com.br/noticia/agressividade-da-direita-e-um-fenomeno-global-por-boaventura-sousa-santos#.VjodzVJWOoc.facebook
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Excelente texto de André Camargo. É isso aí....
https://medium.com/@andrcamargo/18-quadrinhos-contundentes-para-entender-por-que-colocar-uma-crian%C3%A7a-em-uma-escola-tradicional-%C3%A9-um-d66d182c3d77
https://medium.com/@andrcamargo/18-quadrinhos-contundentes-para-entender-por-que-colocar-uma-crian%C3%A7a-em-uma-escola-tradicional-%C3%A9-um-d66d182c3d77
Luiz Melodia e Naná Vasconcelos - Surra de chicote @SESI-SP 13.12.09
O muito elegante Luiz Melodia. Um luxo só...
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
A VIDA É SONHO
É certo; então reprimamos
esta fera condição, esta fúria, esta ambição, pois pode ser que sonhemos; e o faremos, pois estamos em mundo tão singular que o viver é só sonhar e a vida ao fim nos imponha que o homem que vive, sonha o que é, até despertar. Sonha o rei que é rei, e segue com esse engano mandando, resolvendo e governando. E os aplausos que recebe, Vazios, no vento escreve; e em cinzas a sua sorte a morte talha de um corte. E há quem queira reinar vendo que há de despertar no negro sonho da morte? Sonha o rico sua riqueza que trabalhos lhe oferece; sonha o pobre que padece sua miséria e pobreza; sonha o que o triunfo preza, sonha o que luta e pretende, sonha o que agrava e ofende e no mundo, em conclusão, todos sonham o que são, no entanto ninguém entende. Eu sonho que estou aqui de correntes carregado e sonhei que em outro estado mais lisonjeiro me vi. Que é a vida? Um frenesi. Que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficção; o maior bem é tristonho, porque toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.
Pedro Calderón de La Barca
O trecho da peça reputa ao momento em que Segismundo, após ter vivido e desfrutado as pompas e honrarias do palácio do pai, dorme sob o efeito de uma poção. Quando desperta, está nas masmorras onde esteve toda a vida. Como príncipe herdeiro do trono, cometeu inúmeras acções condenáveis. O poder lhe corroeu. O carcereiro Clotaldo, para aliviá-lo, diz que a vida no palácio é que foi um sonho, a sua realidade era aquela. E que mesmo em sonhos, ele deveria ter sido um ser humano melhor, ao que Segismundo responde concordando no texto acima.
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http://www.aia.org.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=208:entrevista-com-tony-attwood&catid=1:noticias&Itemid=189
Recomendo bastante o livro acima. Claro, objectivo e de grande ajuda para perceber um pouco mais do Asperger. Junto um link com uma entrevista do Drº Tony Attwood, psicólogo clínico na Austrália, autor do livro.
Recomendo bastante o livro acima. Claro, objectivo e de grande ajuda para perceber um pouco mais do Asperger. Junto um link com uma entrevista do Drº Tony Attwood, psicólogo clínico na Austrália, autor do livro.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Cresci rodeada de música, livros e filmes. Minha mãe era pianista, professora de canto, regente. Meu pai nas horas vagas tenor nas inúmeras festas sacras tão comuns em Salvador, sobretudo nas novenas do Sr. do Bonfim e de Santo Amaro da Purificação. Meu tio tinha tantos livros em casa, que quase não sobrava espaço para a roupa no armário. os livros estavam espalhados por toda a casa, sala, quarto, em baixo da cama.Minha avó era fã incondicional das chanchadas da Atlântida, e me viciou de tal forma, que eu já não concebia um dia sem rir com Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy (um vilão maravilhoso) e companhia. Para não ficar desactualizada, minha avó guardava em um caderninho os nomes de todos os ministros a cada troca de governo. era fã de Eduardo Portela, soteropolitano como nós. Convencia minha mãe a deixar-me assistir filmes até "mais tarde", aliás, brigou por isso. E minha mãe, decidida a me apresentar a tela grande, escolheu a dedo um filme que me extasiasse. E aos cinco anos de idade, assisti Pele de Asno, de Jacques Demy, um filme de 1970, mas que estava sendo relançado em uma quinzena em homenagem ao cinema francês. Não entendi grande coisa, mas tinha música (que minha mãe amava) e Catherine Deneuve (de quem minha mãe era fã). E aquela tela enorme, enchendo-se de um colorido, parecia um caleidoscópio. Fiquei vidrada. E o termo é mesmo este. Todo dia queria ir ao cinema. Esse gosto seria em breve partilhado com outro: os livros.
Os livros entraram em minha vida gradativamente. Primeiro Irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Monteiro Lobato, Maria Clara Machado....como meu pai era um grande fã de Jorge Amado, caiu-me nas mãos Capitães da areia. Depois Mar morto. Aí veio a fase mistério Conan Doyle, Chandler, Agatha Christie...pelo meio a coleção Vagalume. Não demorou para eu dar mais uns saltos. A profusão de livros de meu tio - eram tantas as opções (de livros e temas) - levou-me a navegar por outras águas. Os gregos vieram, depois os italianos, franceses, portugueses, às vezes, lia dois, três livros ao mesmo tempo. Um completava o outro, um levava ao outro. E eu não conseguia parar. Queria viver só para ler e ver filmes. Então chegou a música. Tenho uma memória pequena de cantar uma música de Wilson Simonal com minha mãe. Vesti Azul. Em casa de minha avó brincava de roda ao som do piano que, ora minha mãe, ora minha tia tocavam. Ouvia-se muita ópera também, italiana, alemã...Renata Tebaldi, Maria Callas, Di Stefano, Caruso....Até que um dia, minha mãe me levou ao primeiro show da minha vida, acho que em 79. E em se tratando de minha mãe, ela não queria que fosse uma experiência menor, então, fomos ver Secos & Molhados. É, Secos & Molhados. E eu descobri a Música pela porta da frente.
Gostava que meus filhos tivessem conhecido a avó e a bisavó. O tio-avô. O avô. Então, tenho hoje a tremenda responsabilidade (e o imenso prazer) de mostrar esse mundo a eles. Um mundo que é vasto, vasto, vasto e não para de girar.....
Deus da Carnificina (2012) Trailer Oficial Legendado
Recomendo vivamente. Se tiverem oportunidade leiam também a peça da francesa Yasmina Reza.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Nat king cole, Nature Boy
A belíssima música do filme do post abaixo, O menino do cabelo verde (The boy with green hair) de 1948, dirigido pelo excelente Joseph Losey, com Dean Stockwell começando a carreira no cinema.
Há muitas versões da música, fico com esta do Nat King Cole.
" Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."
E sublime é mesmo. Como não se extasiar diante de Tabacaria, 1928, Fernando Pessoa ?
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime."
E sublime é mesmo. Como não se extasiar diante de Tabacaria, 1928, Fernando Pessoa ?
sábado, 31 de outubro de 2015
"Conviver com os outros é uma tortura para mim. E eu tenho os outros em mim. Mesmo longe deles sou forçado ao seu convívio. Sozinho, multidões me cercam. Não tenho para onde fugir, a não ser que fuja de mim."
Fernando Pessoa e a sua convivência não pacífica com seus eus.Por muitos anos, Álvaro de Campos foi meu heterónimo de eleição. Hoje, gosto do Pessoa na pessoa.
Fernando Pessoa e a sua convivência não pacífica com seus eus.Por muitos anos, Álvaro de Campos foi meu heterónimo de eleição. Hoje, gosto do Pessoa na pessoa.
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Não existe nada mais estranho e espinhoso do que a relação entre pessoas que só se conhecem de vista - que diariamente, mesmo hora a hora, se encontram, se observam e que têm assim de manter, sem cumprimentos e sem palavras, a aparência de desconhecimento indiferente, devido ao rigor dos costumes ou a caprichos pessoais. Entre elas existe inquietação e curiosidade exacerbada, a histeria da necessidade insatisfeita, anormalmente recalcada, de conhecimento e comunicação e sobretudo também uma forma de consideração tensa. Pois o ser humano ama e respeita o outro ser humano enquanto não está em posição de o julgar e o desejo é produto de um conhecimento insuficiente.
Thomas Mann, em sua novela publicada pela primeira vez em 1912, Morte em Veneza
Francisco e suas preocupações diárias...
Mãe, vou lhe dar vinte e cinco euros para as compras do mês
- Não precisa Francisco, mesmo assim, muito obrigada.
Mas eu quero.
- Mas filho, não há necessidade...
Mas eu quero ajudar.
- Está bem, fico agradecida !
Mas cinco euros são para eu comprar o que eu quiser, ok ?
Mãe, vou lhe dar vinte e cinco euros para as compras do mês
- Não precisa Francisco, mesmo assim, muito obrigada.
Mas eu quero.
- Mas filho, não há necessidade...
Mas eu quero ajudar.
- Está bem, fico agradecida !
Mas cinco euros são para eu comprar o que eu quiser, ok ?
1. Síndrome de
Asperger
A Síndrome de Asperger faz parte do aspecto
autista, apenas tornando-se diferente do autismo clássico porque não apresenta
nenhum atraso ou retardo global no que diz respeito ao desenvolvimento
cognitivo ou na linguagem do indivíduo.
Essa síndrome é mais comum no sexo
masculino, sendo este chegando aproximadamente a ser atingido quatro vezes mais
do que o feminino. A SA foi exposta no ano de 1920, pela primeira vez, por
Schucharewa, neurologista da Rússia, que aponta essas pessoas como indivíduos
que apresentam persistência em se afastarem das relações sociais. No ano de
1944, um pediatra austríaco, chamado de Hans Asperger, divulgou alguns casos de
psicopatia autística infantil. Posteriormente, no ano de 1981, L. Wing, uma
psiquiatra norte americana definiu esta pertubação com SA para homenagear Hans
Asperger. Porém, só foi reconhecida mais tarde, como critério de diagnóstico no
DSM – IV ( Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais ), no ano de
1994.
O novo critério do DSM – IV para
diagnóstico de SA, inclui a presença de:
Particularidades qualitativas na
interação social, envolvendo alguns ou todos dos critérios:
· Uso de peculiaridade no
comportamento não-verbal para regular a interação social;
· Falha no desenvolvimento de
relações com pares da sua idade;
· Falta de interesse espontâneo
em dividir experiências com outros;
· Falta de reciprocidade
emocional e social.
Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento,
interesses e atividades envolvendo:
· Preocupação com um ou mais
padrões de interesse restritos e estereotipados;
· Inflexibilidade a rotinas e
rituais não funcionais específicos;
· Maneirismos motores
estereotipados ou repetitivos, ou preocupação com partes de objetos.
De acordo com o DSM – IV os critérios
para se poder diagnosticar a Síndrome de Asperger são:
Critérios Diagnósticos para F84. 5 –
299.80 Transtorno de Asperger
A. Prejuízo qualitativo na
interação social, manifestado por pelo menos dois dos seguintes quesitos:
(1) Prejuízo acentuado no uso de
múltiplos comportamentos não-verbais, tais como contato visual direto,
expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social.
(2) Fracasso para desenvolver
relacionamentos apropriados ao nível de desenvolvimento com seus pares.
(3) Ausência de tentativa
espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas
(por ex. deixar de mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse a outras
pessoas).
(4) Falta de reciprocidade social
ou emocional.
B. Padrões
restritos, repetitivos e estereotipados de comportamentos, interesses e
atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes quesitos;
(1) Insistente preocupação com um
ou mais padrões estereotipados e restritos de interesses, anormal em
intensidade ou foco.
(2) Adesão aparentemente inflexível
a rotinas e rituais específicos e não funcionais.
(3) Maneirismos motores estereotipados
e repetitivos (por ex., dar pancadinhas ou torcer as mãos ou os dedos, ou
movimentos complexos de todo o corpo).
(4) Insistente preocupação com
partes de objetos.
C. A perturbação causa prejuízo
clinicamente significativo nas áreas social e ocupacional ou outras áreas
importantes de funcionamento.
D. Não existe um atraso geral
clinicamente significativo na linguagem (por ex., palavras isoladas são usadas
aos 2 anos, frases comunicativas são usadas aos 3 anos).
E. Não existe um atraso clinicamente
significativo cognitivo ou no desenvolvimento de habilidades de auto-ajuda
apropriadas à idade, comportamento adaptativo (outro que não na interação
social) e curiosidade acerca do ambiente na infância.
F. Não são satisfatórios os
critérios para um outro Transtorno Invasivo do Desenvolvimento ou
Esquizofrenia.
Mesmo que os sintomas do comportamento dessas crianças com
SA estejam bem definidos, pouco se sabe sobre as raízes neurobiológicas dessa
desordem. Segundo estudos realizados, os indivíduos com Autismo apresentam
anormalidades nos lobos frontais e parietais.
No decorrer desse tempo
os termos que utilizaram para definir essa síndrome foram muitos, chegando até
a criar grande confusão entre os pais e educadores.
Essa síndrome se
caracteriza por apresentar desvios e anormalidades em alguns aspectos do
desenvolvimento, como; interação social, uso da linguagem para a comunicação e
algumas características repetitivas ou perserverativas sobre um limitado
número, porém bastante intenso, de interesses. Os indivíduos não-autistas
conseguem captar informações cognitivas e emocionais de outras pessoas
simplesmente através de algumas pistas deixadas no ambiente social ou em traços
em sua expressão facial, na linguagem corporal, no humor ou na ironia. Enquanto
que os indivíduos com SA não apresentam essa capacidade, sendo assim não
conseguem reconhecer nem entender os pensamentos e sentimentos dos demais,
então são incapazes de prever o que se pode esperar dos demais ou o que esses
podem esperar deles. Dessa forma, são levadas a apresentar comportamentos
impróprios e anti-sociais.
Mesmo tendo
características semelhantes ao Autismo, os indivíduos com SA na maioria das
vezes têm habilidades cognitivas elevadas.
A SA é conceitualizada
como a disfunção mais ligeira do aspecto da perturbação autista. Neste
conceito, Van Krevelen (cit in Wing, 1991), refere que ao nível mais grave do
mesmo, se encontram crianças que “vivem no seu próprio mundo”, enquanto que no
nível mais discreto “vivem no nosso mundo, mas à sua maneira”.
As crianças com Síndrome
de Asperger até podem procurar se inteirar socialmente, mas sempre apresentarão
dificuldades em interpretar e aprender as capacidades de interação social e
emocional com os outros.
Assim, podemos perceber
que nem todas as crianças com SA agem igualmente. Do mesmo jeito, sendo menino
ou menina, cada crianaç tem sua maneira própria e singular e os sintomas dessa
síndrome são apresentados de maneira específica para cada indivíduo. Portanto,
não adianta pensar que existe uma receita pronta para vivenciar com essas
crianças em sala de aula, do mesmo modo que não existe uma metodologia ideal
para ser usada com crianças que não apresentam Síndrome de Asperger.
2. Estratégias de intervenções
em sala de aula com portadores da Síndrome de Asperger
Diante do quadro
apresentado por um indivíduo com SA, não existe uma fórmula exata para lidar
com crianças e jovens com Síndrome de Asperger em sala de aula, pois cada
indivíduo com SA tem suas características típicas da síndrome, porém
manifestadas de forma individual e específica em cada uma delas, mas percebe-se
que podem ser usadas algumas estratégias que serão úteis e ajudarão bastante a
dar respostas ás necessidades educativas especiais destas crianças. É
importante perceber que serão apresentadas algumas sugestões de uma forma
geral, portanto deve ser adaptado às necessidades únicas de cada indivíduo
portador dessa síndrome.
De acordo com os estudos
realizados a cerca da SA, é bastante relevante destacar algumas intervenções
realizadas em sala de aula.
Confrontadas com
mudanças, mesmo sendo rápidas, as crianças com SA ficam bastante ansiosas,
altamente sensíveis. É importante que o professor:
· Evite as mudanças,
principalmente as surpresas, pois as crianças com SA precisam ser preparadas
com antecedência para qualquer atividade que vá alterar o horário ou mudar o
hábito, mesmo que essa mudança seja mínima;
· Ofereça sempre um ambiente
seguro e previsível;
· As rotinas no dia-a-dia devem
ser sólidas, pois as crianças com SA precisam compreender essa rotina e saber
sempre o que a espera;
· Evite momentos que elas possam
sentir medo do desconhecido, dos novos professores, novas turmas, escola, tão
cedo quanto possível e assim evitam-se as preocupações que geram angústia;
As crianças com SA
apresentam muitas dificuldades em interagir socialmente. Demonstram pouco jeito
para começar e até mesmo manter uma conversa, tendo assim dificuldade na
comunicação. Elas falam para as pessoas, mas não com elas. Frequentemente
desejam fazer parte do mundo social, no entanto, não sabem como se integra. É
necessário que:
· A escola proteja essa criança
das brincadeiras inadequadas;
· Quando os colegas têm idades
adequadas a entender, é importante que o professor explique as características
da criança com SA e sempre elogie os colegas quando estes as tratam com
respeito, sendo assim, se evita o isolamento da criança;
· Vivencie situações onde as
crianças com SA apresentem suas habilidades cognitivas em pequenos grupos, e
possam ser vistas pelos colegas como talentosas, favorecendo assim uma maior
probabilidade de serem aceitas;
· As crianças com SA, em sua
maioria, desejam ter amigos, mas não sabem como fazê-lo. Então, elas precisam
ser orientadas de forma apropriada a reagir em situações diferentes. Devem-se
criar momentos onde o “faz - de- conta” sirva de exemplos para que a criança
com SA entenda as regras que as outras crianças entendem de forma intuitiva;
· Quando uma criança com SA,
mesmo sem intenção, insulta, magoa, deve ser explicado a ela que esse
comportamento é inapropriado e qual deveria ser o jeito correto de agir, pois a
crianças com SA não tem noção do que é as emoções dos outros;
· Quando os estudantes são mais
velhos, o professor pode adotar para o aluno com SA o que chamamos de “amigo
tutor”, que é aquele amigo da mesma classe, sensível às dificuldades do
estudante com SA e que vai sentar próximo e tentar ajudá-lo nas atividades
escolares;
· É característico que a criança
com SA apresente tendência para se retrair, portanto o professor precisa criar
situações de envolvimento com os outros, favorecendo a socialização e evitando
assim que ela passe todo o tempo solitário nos seus interesses obsessivos por
determinados assuntos.
As crianças com SA produzem longas
lições, quando estas são das suas áreas de interesses, repetem perguntas sobre
determinados assuntos, dificilmente elas mudam de opinião, seguem suas próprias
idéias e na maioria das vezes se recusam a aprender matérias que não faz parte
do seu grupo restrito de interesses. Então:
· Não permita que crianças com SA
persistam sobre assuntos de interesses isolados. Quando isso acontecer limite
este comportamento e especifique pra ela um tempo, durante o dia, que ela possa
conversar sobre esses assuntos, desta forma ela vai aprender a se controlar,
pois isso fará parte da sua rotina diária;
A utilização de um reforço positivo,
com o intuito de se obter um determinado comportamento, é uma estratégia
importante para ajudar as crianças com SA (Dewey, 1991).
· Estas crianças precisam também
ser elogiadas quando apresentam comportamentos sociais adequados, por mais
simples que sejam;
· Determinadas crianças com SA se
recusam a realizar trabalhos que não sejam da sua área de interesses, portanto
é necessário deixar claro para elas que não é ela que manda e que é preciso que
ela siga regras específicas. Porém, simultaneamente, o professor também pode
fazer concessões, permitindo assim que ela siga os seus interesses em
determinadas condições;
· Poderá oferecer tarefas à criança
com SA, relacionadas com o tema de seu interesse e que tenha haver com a área
de conhecimento em estudo, por exemplo, se a criança tem interesse pela boneca
da Emília, ofereça-lhe exercícios gramaticais, situações problemas de
matemática, ortografia, textos para leituras sobre a Emília;
· Utilize os interesses
obsessivos da criança com SA para favorecer um alargamento no seu repertório de
interesses. Como exemplo, numa aula de geografia sobre ecossistemas, o aluno
com SA que possui obsessão por animais, estuda não só os animais que habitam
esses ecossistemas, mas também os outros seres vivos, a casa desses animais,
etc. Sem falar, que é motivado a aprender a população desse local que derrubou
as árvores para garantir a sua sobrevivência.
As crianças com SA estão
frequentemente distraídas, ocupadas com os seus pensamentos; são muito
desorganizadas; apresentam dificuldades em concentrar-se nas atividades da
sala,
(frequentemente, tal não se deve a falta de atenção “per si”, mas
sim ao focarem-se em detalhes irrelevantes; a criança com SA não consegue
discernir o que é). importante [ Happe, 1991]
E como tal a atenção é dirigida para estímulos insignificantes;
apresentam grande tendência para se isolarem no seu mundo interior, de forma
bem maior que o que chamamos “sonhar acordado”, e demonstram dificuldade em
aprender quando em grupo. Portanto:
· As tarefas escolares devem ser
divididas, as questões precisam ser sintetizadas e o professor deve reorientar
sempre que for necessário;
· As crianças com SA devem estar
sentadas nas carteiras da frente e o professor tem que fazê-lhe, com
freqüência, perguntas diretas, para que a mesma possa perceber a necessidade de
acompanhar a aula;
· É importante que as crianças
com SA tenham seus trabalhos de sala e tarefas de casa diminuída em sua
quantidade, pois apresentam dificuldades de concentração;
· Sente a criança com SA ao lado
de outra criança que a lembre constantemente da necessidade de estar atenta as
tarefas e as aulas;
· O professor precisa estar numa
batalha constante no que se refere ao encorajamento a criança com SA para que
ela possa abandonar os seus pensamentos ou as fantasias e concentrar-se no
mundo real. É necessária bastante paciência porque para a criança com SA o
mundo interior é bem mais atraente do que a vida real.
A maioria das crianças com SA tem uma
inteligência média ou acima da média, (principalmente no domínio verbal), mas
podem apresentar dificuldades na capacidade de compreender os raciocínios muito
elaborados. Apresentam uma visão muito concreta e a capacidade de abstração
limitada. Mesmo tendo um estilo de linguagem pedante, demonstrando uma falsa
imagem do que compreendem o que estão dizendo, quando na verdade estão apenas a
repetir como um papagaio o que ouviram ou o que leram. É importante:
* Proporcionar um programa educativo
individualizado;
* Quando os conceitos vivenciados em sala
de aula forem abstratos, é interessante que se proporcionem explicações
adicionais ou tente simplifica-los;
* Explorar bastante a capacidade de memória
das crianças com SA, porque as informações concretas é a área forte delas;
* Estabelecer regras claras no que diz
respeito a qualidade do trabalho acadêmico dessas crianças, porque em sua
maioria, as crianças com SA não se esforça em áreas que não a interessam.
Para que muitas dessas estratégias
dêem certas, é importante que sejam consideradas as características
particulares de aprendizagem de cada uma dessas crianças para que o apoio
necessário seja fornecido e só assim se construa as competências necessárias.
Conclusão
Quando pensamos em educação inclusiva,
refletimos sobre todas as crianças serem incluídas na vida educativa e social
da escola, porém esse pensamento só será possível quando as escolas se
concentrarem na construção de um sistema que se apresente de forma estruturada
para que as necessidades de cada um seja atendida e se perceba, de forma clara
e objetiva, que a responsabilidade é de toda a comunidade. Correia (2003:9)
alerta “a criança com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) não se alimenta
de sonhos, mas sim de práticas educativas eficazes que têm sempre em linha de
conta as suas capacidades e necessidades”.
A criança com Síndrome de Asperger pertence
a este grupo diversificado dos alunos com NEE. Por ser ainda pouco conhecida,
estas crianças vivem em contextos escolares onde, em sua maioria, são voltadas
ao fracasso escolar e rotuladas de mal comportadas, indisciplinadas ou até
mesmo, estranhas. Desta forma, o sucesso destas crianças depende de um
diagnóstico precoce, de profissionalismo e principalmente de carinho, como
maneira de protegê-las de rotulações.
Este estudo representou uma nova
proposta, um novo caminho que foi percorrido e que continuamente passou por
reflexões, sob um olhar crítico que vai se amadurecendo de maneira que a teoria
e a prática se ajudem e se completem. É importante observar que este estudo
abriu novos caminhos, dicas e principalmente novas idéias para a Educação
Especial e que sejam, de fato, mais uma valia nesta área. Foi interessante
observar como a SA se apresenta
e quais as áreas de conhecimento de maior interesse dessas crianças e mais
ainda, como pode o professor, ajudar a promover outras competências que se
encontram em déficit numa criança com SA.
O mais importante ponto de partida
para ajudar estudantes com Síndrome de Asperger a funcionar efetivamente na
escola é que todos que tenham contato com a criança compreendam que a criança
tem uma desordem de desenvolvimento que a leva a se comportar e responder de
forma diferente que os demais estudantes. Partindo dessa compreensão, a escola
precisa individualizar sua abordagem para cada uma dessas crianças, não
trata-los da mesma forma que os demais estudantes.
O próprio Asperger compreendeu a
importância central da atitude do professor no seu próprio trabalho com essas
crianças. Ele escreveu em 1944.
“Estas crianças
frequentemente mostram um surpreendente sensibilidade à personalidade do
professor... Eles podem ser ensinados, mas somente por aqueles que lhe dão
verdadeira afeição e compreensão, pessoas que mostram delicadeza e, sim,
humor... A atitude emocional básica do professor influencia, involuntária e
inconscientemente, o humor e o comportamento da criança”.
É sempre importante
retrata-la, compreende-la, definir os caminhos que possam vir a ser úteis para
todos os profissionais que se vêem a par desta síndrome no campo da educação
especial.
Estudar, aprofundar,
compreender e atuar de forma competente são aspectos fundamentais de qualquer
indivíduo, sobretudo quando nos encontramos na Educação Especial, com crianças
que merecem serem felizes. É nossa responsabilidade de com estas crianças e por
elas construir esse caminho.
ABSTRACT
If we
want an inclusive school, we always many challenges in our pedagogical
practices. Receive children with Special Educational Needs (SEN) classroom
always cause a big impact. It is necessary to look, interpret and then
intervene before the behaviors and attitudes of these children. It is not
enough that teachers have only one sense or be sensitive to this situation, but
mainly they have adequate training so that it can best serve these students as
possible and thereby ensure equal opportunity for all instead of driving them
to school failure.
Thinking thus, this article aims to enrich the practice in special education, considering what is Asperger Syndrome (AS) as it develops the individual and what are useful strategies to overcome challenges in the classroom.
Thinking thus, this article aims to enrich the practice in special education, considering what is Asperger Syndrome (AS) as it develops the individual and what are useful strategies to overcome challenges in the classroom.
AS is
an uncommon disorder in neurological development, in which present deviations
and abnormalities in three broad areas: social interaction, language use for
communication and characteristics of behavior and lifestyle characteristics
involving repetitive or perseverative on a limited but intense of interests.
Keywords: Asperger's Syndrome. Challenge. Strategies
REFERÊNCIAS
BAUER.
Stephen. Autismo – Síndrome de Asperger – Ao longo da vida.
VASCONCELOS. Celso dos Santos, 1956 – Para onde vai
o Professor? Resgate do Professor como Sujeito de Transformação, 8ª ed. São
Paulo – Libertad Editora 2006.
VASCONCELOS. Celso dos Santos, 1956 – Coordenação
do trabalho pedagógico: do projeto político – pedagógico ao cotidiano da sala
de aula, 7ª ed. São Paulo – Libertad Editora, 2006.
WILLIAMS. Chris.
Convivendo com Autismo e a Síndrome de Asperger: Estratégias Práticas para Pais
e Profissionais / Chris Williams e Barry Wrighat 2008 – São Paulo: M. Books do
Brasil Editora LTDA.
WILLIAMS. Karem.
Autismo – Síndrome de Asperger: entendendo estudantes com a Síndrome de
Asperger – Guia para professores.
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